21 de setembro de 2010

AUTO ESTIMA: QUAL A MEDIDA DO AMOR?


Marta Dalla Torre

Valéria Codato Antonio Silva

A auto-estima origina-se de uma fase própria do desenvolvimento emocional do ser humano que é chamada de narcisismo pela psicanálise. Narcisismo é tomar a si mesmo como objeto de amor, tal qual o mito de Narciso que apaixonou-se pela sua própria imagem ao vê-la refletida no lago.

Esta fase se estabelece a partir do vínculo entre mãe e filho nas primeiras etapas do desenvolvimento infantil ( aproximadamente de zero a dezoito meses ), quando se dá uma relação exclusiva e excludente na qual a criança é tomada com “centro das atenções” pela mãe e vê nesta a imagem de si como um ser completo e perfeito. Mãe é aqui entendida como aquela pessoa que cuida, nutre e protege o bebê em seus primeiros meses de vida, o que nem sempre coincide com a figura da mãe legítima.

Isto fica bastante evidente ao observarmos as atitudes de cuidado, admiração e encantamento de uma mãe com seu bebê, e o quanto este depende de sua presença. É a partir de então, desse olhar materno sobre o filho e da imagem que a mãe faz dele, do lugar que ele crê ocupar em seu desejo que a criança vai desenvolver sua auto-imagem , precursora do que posteriormente se constituirá na auto-estima.

Contudo, se faz necessária a superação desta fase ,dita especular, para que a criança saia deste “ ensimesmamento” e busque relações com o mundo exterior. À medida em que a criança cresce, a mãe direciona-se a outras atividades permitindo à criança outros investimentos afetivos que não só ela (brinquedos e outras pessoas de seu convívio).Alternativas estas que são uma tentativa de suprir a ausência da mãe e que portanto, se constituirão em substitutos de uma ilusão original de completude e perfeição junto à figura materna.

É digno de nota observar que os pais tendem a atribuir aos filhos toda perfeição e ocultar suas deficiências, tecendo expectativas num investimento para fazer suas vidas melhores do que a deles próprios, estabelecendo para eles uma perspectiva futura muitas vezes difícil de ser alcançada. Consequentemente, ou a criança se transformará num agente realizador dos sonhos dourados dos pais, ou poderá vivenciar fracassos com um ideal que jamais poderá alcançar. Por exemplo, quando é chegada a hora de um adolescente escolher seu futuro profissional muitas vezes vive um conflito quase sempre gerado pelas expectativas dos pais, que nem sempre coincidem com a sua própria escolha.

Os pais hão de reconhecer que à medida que amam seus filhos com um amor narcísico, isto é, vendo neles sua própria imagem e semelhança, portanto sua realização, não permitem ao filho seu desenvolvimento próprio. É importante que os pais saibam qual a medida do amor a fim de proporcionarem aos seus filhos uma medida de amor-próprio suficiente que viabilize uma vida na qual não precisem buscar incessantemente a garantia de serem dignos de amor.

“Devemos começar a amar a fim de não adoecermos”(Freud, 1914). Com tal concepção Freud nos mostra a importância de se ultrapassar esta fase narcísica primária, a qual pode levar uma pessoa a desenvolver doenças emocionais graves , quando não superada. No entanto, um certo grau deste narcisismo ou auto-estima deverá ser preservado ao longo da vida, por meio do qual estabelecemos nossas relações posteriores.

As escolhas que fazemos em nossos relacionamentos nos remete sempre a fases do desenvolvimento infantil. Assim sendo, a busca do reconhecimento em todos os níveis da vida pessoal ou profissional, sempre traz consigo resquícios das vivências narcísicas primitivas. Tanto as vivências de fracasso como de sucesso são sempre revivências do narcisismo constitutivo de nossa personalidade. Pode-se notar nos casos de separação conjugal uma vivência extremamente dolorosa de ambas as partes no sentido de reconhecerem o próprio fracasso em manter o vínculo, mesmo quando é consenso que o sentimento de amor tenha se acabado. Isto vem a comprovar que perdas e separações na vida adulta nos remetem sempre a experiências de separação vivenciadas em uma infância remota.

Portanto, se temos uma imagem valorizada de nós mesmos, somos capazes de nos relacionarmos com os outros de maneira não egoísta, não depositando no outro a responsabilidade pelos nossos fracassos e sucessos.

Geralmente, no senso comum, associam-se situações de baixa auto-estima à idéia de pessoas desleixadas, carentes afetivamente, deprimidas, tímidas, drogadas. Na maioria das vezes isto pode ser verdadeiro. Contudo, mesmo nos casos em que aparentemente as pessoas manifestam excesso de segurança, vaidade, autoconfiança, exibicionismo, podem estar buscando esconder através de uma imagem supervalorizada de si, o que na realidade se revela como uma baixa auto-estima.

Podemos então concluir que a imagem que fazemos de nós mesmos é inscrita em nosso inconsciente e portanto, está presente em todas as nossas atitudes e manifestações diárias. Contudo, por tratar-se de marcas encobertas em nosso mundo psiquico, não temos acesso `as mesmas a nível de uma de compreensão consciente. Se faz então necessária uma intervenção profissional no sentido de ajudar as pessoas a livrarem-se de seu sofrimento psiquico, pois muitas vezes buscam soluções inconsistentes em “manuais”, medicamentos, treinamentos e outras atividades que só fazem aumentar a angústia frente a um problema que precisa ser abordado mais profundamente.

É o que muitas vezes constatamos em casos de timidez, seja em crianças, adolescentes ou adultos. O tímido muitas vezes se vê cobrado pelas outras pessoas no sentido de se expressar mais espontâneamente, o que para ele se constitui num esforço extremo para um objetivo inatingível. Na realidade, tal situação acaba por rebaixar ainda mais sua auto-estima, já que busca superar o problema baseando-se em referencias externas e não numa compreensão de seu mundo íntimo.

É através da Psicanálise que temos acesso ao mundo inconsciente e portanto, constitui-se num método eficiente para o tratamento das questões aqui abordadas.

Maringá abril de 1999

6 de setembro de 2010

VENDA DE LIVROS DA "CMC EDITORA"

Livro: O mal-estar na subjetivação - LANÇAMENTO
Autor: Jean-Pierre Lebrun
R$ 35,00
 

O sonho de obturar a incerteza da fala graças à certeza dos conhecimentos ameaça o estatuto da própria fala. A realização de tal programa assinalaria o próprio acontecimento de democracias totalitárias, aquilo que denominamos de totalitarismo pragmático, a saber, a autonomia tomada por um sistema organizado...

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Livro: Adolescente, sexo e morte
Autor: Vários autores
R$ 30,00

A nossa sociedade vive esse conflito na percepção defensiva de que seja apenas uma fatia dela que o enfrente, aquela entre a puberdade e a chegada a uma etapa (que ninguém pontua bem) que se chama “maturidade”. Serão os adolescentes a “ponta de lança”...

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Livro: Adoção e parentalidade: questões atuais
Autor: Nazir Hamad
R$ 35,00
 

As questões provocadas pela adoção comparecem frequentemente na atualidade social: nas associações para a adoção de crianças, nas adoções internacionais das estrelas, nos julgamentos...

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Livro: O Desejo Perverso
Autor: Mario Fleig
R$ 35,00

Sofrer ou fazer o mal requer a certeza da impunidade. Deve-se destacar a diferença entre causar dor, sofrer dor, crueldade, humilhação, e o desaparecimento, a perda de si mesmo.


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Livro: A cultura dos superdotados?
Autor: Marika Bergès-Bounes, Sandrine Calmettes-Jean

R$ 45,00

O montante de demandas de consulta pelo motivo “ele é superdotado?” só tem aumentado. Os clínicos, confrontados com as armadilhas dessa questão, têm por vezes dificuldade para manter seu olhar clínico...

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Livro: Análise de Controle
Autor: Vários autores
R$ 25,00

O livro Análise de Controle, que inaugura a coleção “O Tecelão”, reúne os trabalhos de renomados psicanalistas argentinos. A proposta da discussão é resgatar a dignidade e a eficácia da prática da análise de controle. Esta temática toca no ponto mais delicado da transmissão da psicanálise: como lidar...

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Livro: Psicoterapia de crianças, crianças em psicanálise
Autor: Jean Bergès e Gabriel Balbo
R$ 35,00

Os autores estão certos de uma coisa: uma psicoterapia nunca é uma psicanálise. No entanto, eles constatam que por vezes os clínicos se encontram obrigados a ter que empregar modalidades psicoterapêuticas...




19 de agosto de 2010

Sobre Inibições e Angústia na Adolescência

Angela M. S. Valore*

Penso em alguns adolescentes que chegam hoje em dia aos nossos consultórios, nesse estado
que bem poderia evocar o que foi dito de Hamlet, não fosse o fato de, ao menos à primeira vista,
suas vidas em nada lembrarem o trágico ou o grandioso. Deles também há quem diga que não
querem. Eles dizem que não podem. Mas a verdade, também para eles é que não podem querer. (1)
Aliás, o próprio fato de que venham nos ver é um acontecimento pouco comum, visto que
parecem perfeitamente alheios à angústia. Seria de perguntar então, porque me ocupo deles, quando
a angústia é o meu assunto.
Ocorre que há alguns anos venho observando uma certa inclinação do que vetoriza as
demandas de tratamento, num ângulo um pouco discordante, talvez, daquele que em geral tem nos
interrogado mais. Nas últimas décadas temos sido levados a nos referir, principalmente no que
concerne aos adolescentes, às toxicomanias, aos transtornos alimentares, à delinqüência, estadoslimite,
fenômenos de borda... Enfim, ao que tem sido chamado de novas patologias, novas
formações clínicas.
Sem diminuir sua importância e sem excluílas,
de minha parte, tenho tido ocasião de me
perguntar também o que é feito das velhas formações clínicas. Sobretudo, em relação a um certo
estreitamento do campo do sintoma, a respeito do qual já se tem dito tanto, ao que parece ser um
agravamento, se posso dizêlo
assim, seja quanto à freqüência, seja quanto à severidade, dos
quadros de inibição entre os nossos jovens.

Clique aqui para acessar o texto na íntegra.

18 de agosto de 2010

EM NOME DO PAI


Por: Marta Dalla Torre

Valéria Codato A. Silva

Todos reconhecem a díade mãe-bebê como a relação primordial na vida de qualquer ser humano, levando-se em consideração que a criança humana nasce prematura e inacabada, necessitando, portanto, dos cuidados de outra pessoa para sobreviver e, em particular, da mãe. A mãe é aquela que acolhe o bebê desde seu nascimento, e até mesmo antes, ao habitar seu mundo imaginário, oferecendo a ele um lugar a ser ocupado em seu desejo. Através dos cuidados essenciais, a mãe que nutre e protege seu bebê, acima de tudo investe de afetos sua relação com o mesmo e estabelece com ele uma relação exclusiva e excludente que é tão necessária quanto sua ruptura. Através da alternância presença / ausência da mãe, a criança poderá pouco a pouco se diferenciar e separar - se da mesma em busca de sua própria identidade, e isso só será possível quando a mãe alimenta outros desejos e interesses para além de seu bebê. Portanto, é somente a mãe quem poderá transmitir um lugar terceiro entre ela e a criança, e que será ocupado, geralmente, pela presença do pai – um homem para o qual seu desejo de mulher se vê endereçado.

Então, o pai é aquele que “salva” o filho de uma relação dual, indiferenciada e mortífera, na medida em que separando - o da mãe (ao fazer dela sua mulher), o possibilita ingressar no mundo da linguagem, do simbólico, da cultura.

Torna-se desta forma, imprescindível que o pai e a mãe não abdiquem de seu lugar de homem e de mulher para que a transmissão da lei seja possível.

A figura do pai não pode se reduzir a um mero reprodutor biológico, ou como um mantenedor econômico de sua prole. Um pai não pode ser somente “pai-de-nome”. Sua palavra deve registrar uma autoridade, uma lei a preservar a saúde mental dos filhos. Portanto é “em Nome do Pai” que a criança deve abdicar de seu lugar supostamente de plenitude e completude junto à mãe para “des-colar” desta e “decolar” rumo ao social.

Mas, o que temos presenciado nesse contexto pós-moderno em que vivemos?

Diante das mudanças sócio-culturais ocorridas nas ultimas décadas e principalmente desde que a mulher saiu do mundo privado rumo ao público, deixando o ambiente doméstico em busca de outras realizações pessoais e profissionais, os papéis feminino e masculino no contexto da família sofreram alterações. Produziu-se uma mudança radical na maneira de se educar e de se relacionar com os filhos.

Por um lado, houve uma maior aproximação entre as gerações, sendo muito freqüente hoje observarmos pais e filhos fazendo programas em comum, como por exemplo: brincar no play-center, disputar jogos de computadores ou até mesmo soltando pipas e jogando bola juntos. Também é muito freqüente pais exercendo a função de “paternagem” quando se dispõem a auxiliar nos cuidados básicos com a criança (por exemplo trocar fraldas, alimentar, dar banho, etc.)

No entanto, o pai não deve se restringir a executar tais tarefas, nem mesmo se colocar numa posição “semelhante” em relação ao filho, o que conseqüentemente o faz “irmão de seus próprios filhos”.

O mais sério e agravante no momento atual é que à mulher é atribuído um poder incomensurável, o qual reduz a figura paterna a uma presença “dispensável”, quando não incômoda. As produções independentes (tão comuns entre atrizes globais) estão cada vez mais freqüentes.

O que dizer então das atuais possibilidades de concepção do ser humano, diversas da tão conhecida “Relação Sexual”? As manipulações científicas mais recentes na fecundação até mesmo excluem a célula masculina, o que possibilitaria a uma mulher se tornar mãe sem a presença ou menção a um pai, nem mesmo que fosse ele um mero doador anônimo.

Essas mudanças nos papéis masculino e feminino e por conseguinte de maternidade e de paternidade, os insere numa nova cena, na qual a ideologia se resume em consumir e acumular bens, o que não é sem conseqüências, já que seus sinais estão bem evidentes nas novas formas de sofrimento psíquico.

Estes reflexos estão também explícitos no social, onde o declínio do Nome-do-Pai, e a conseqüente indulgência às leis produz uma sociedade órfã. A ausência dessa referência terceira gera alternativas protéticas de organização social nas formações grupais ou bandos delinqüentes, ou ainda numa espécie de apelo à lei detentora nos atos homicidas tão freqüentes em escolas ou lugares públicos.

Não há como dispensar os inúmeros benefícios dos avanços da ciência e tecnologia, nem como retroceder aos velhos moldes da família, abdicando-se das conquistas femininas. Apesar do fascínio deste “Admirável Mundo Novo”, cabe a cada sujeito construtor de sua história e por conseguinte de sua comunidade, uma reflexão sobre o seu posicionamento frente a esta realidade.

9 de agosto de 2010

ATO ANALÍTICO PARTICIPA DO I CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE A CRIANÇA E O ADOLESCENTE - 15 A 17 JULHO 2010 - BA















As psicanalistas maringaenses Marta Dalla Torre e Valéria Codato ladeiam Jean Jacques Rassial. O psicanalista francês, cujo trabalho junto aos jovens adolescentes lhe confere reconhecimento internacional, tem várias obras publicadas em português, como "O adolescente e o psicanalista" e "O sujeito em estado-limite", ambas pela Cia de Freud, e que podem ser solicitados ao Ato Analítico.

3 de agosto de 2010

ADOLESCÊNCIA E A CLÍNICA PSICANALÍTICA HOJE

Seminário com


ANGELA VALORE


21 de agosto

SÁBADO



"A Adolescência e a clínica psicanalítica hoje"



Somos obrigados a reconhecer nosso próprio embaraço diante da dificuldade de propor uma definição do que vem a ser a adolescência. E na falta de uma,que seja sempre válida,produzimos inúmeras,aparentemente sempre insuficientes. O que não deveria nos surpreender. A adolescência é mais uma das curiosas invenções da era moderna. A rigor,poderíamos dizer que se trata de uma espécie de fenda no tempo. Criou-se o significante para designá-la e em seguida incluiram-se ai os sujeitos,sobre os quais, apesar de tudo, não somos capazes de dizer qual é o traço comum que os reuniria neste conjunto. Então dizemos que são um "não-conjunto",que se define pela diferença,pela singularidade.
Na falta de um estatuto próprio desse interlúdio,dizemos que habitam um "entre-duas-leis",do que decorre que,não estando ao abrigo de nenhuma,encontrem-se em um "não-lugar". Mas,finalmente,haveria algo que positivamente podemos afirmar sobre nossos jovens assim exilados,privados de um saber sobre seus deveres e,logo de seus direitos, a mercê de um discurso que oscila entre penalizá-los pela ilegitimidade a que são reduzidos e poupá-los de tudo? Afinal,o processo de mutação que se equilibra mal nessa borda entre o particular e coletivo,entre o subjetivo e o social e que só pode ser entendido como crise,não é sem custos,como o testemunham bem os problemas com as drogas e tantas outras formas de atuação. Em suma,os adolescentes,eles o são em risco. E nós,enquanto adultos,o que temos a lhes propor ?


LOCAl: ACIM Auditório do Centro de Capcitação
Rua Basílio Saltchuk, 388 - Centro - Maringá-PR

HORÁRIO: 8:30 às 11:30

INVESTIMENTO: R$ 35,00 (acadêmicos)
R$ 45,00 (profissionais)

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
Ato Analítico - Clínica e Transmissão de Psicanálise
Av Independência, 258 - Centro Médico Suzuki - sala 408 - Zona 04- Maringá-PR
(44) 32254561 -

2 de agosto de 2010

ATO ANALÍTICO PARTICIPA DE MESA REDONDA NO I CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE A CRIANÇA E O ADOLESCENTE - 15 A 17 JULHO 2010 - BA



-“Ser criança é ser hiperativa?” A contituição subjetiva: passar de um lugar ao outro. A escuta psicanalítica no atendimento ambulatorial de saúde pública-
Marta Dalla Torre

O propósito deste trabalho é trazer a experiência de minha prática clínica em um ambulatório de saúde pública com crianças entre 3 a 6 anos .Trato especificamente dos casos que são encaminhados ao serviço de psicologia pelas creches, escolas, pediatras e neuro-pediatras, que trazem consigo um diagnóstico pronto de hiperatividade”, muitos deles, fazendo uso de Ritalina. Este diagnóstico é de uso corrente no discurso dos pais que demonstram seguirem a risca todas as orientações oferecidas pelo serviços de saúde para o cuidado de seus filhos ,do pré -natal às vacinas. Qual o lugar para o saber insabido dos pais na contituição psíquica de seu filho,quando o que parece prevalecer é o discurso do saber ciêntífico e das práticas higienistas ?

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